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Onde o tudo e o nada se confundem

Agosto 24, 2007

Já que todo mundo tá falando desse tal de BioShock me sinto na obrigação de falar dele também. Claro, como meus meios de usufruir da nova geração são restritos vou utilizá-lo como advento para dicertar sobre um tema mais… ’standard’ (falei bonito agora hein!).

Folheava eu a EGM do mês passado quando encontro uma pequena entrevista sobre esse tal Bioshock, cujo subtítulo era: “Mergulhamos de cabeça no shooter aquático da Irrational”… A primeira coisa que veio a minha cabeça foi: Como é possível levar a sério um jogo que se entitula um shooter submarino?!

Pensar assim assim faz-me sentir um cético, mas que atire a primeira pedra quem não pensou assim. Eu sou um representante da massa dos gamers do país, afinal eu jogo Guitar Hero, curto Final Fantasies, ainda me impressiono com qualquer ‘CêGezinha‘ de PSOne e jogo atrassado muitos jogos que outrora foram bons (Gears of War é foda!); e se eu pensei assim imagina o resto do Bra- mundo!

E isso é o que eu chamo calar a boca de todo mundo ( ou calatodasdbocas, numa cópia enrustida do mandibuladerrubante do Bracht).

O natural seria agora encher o jogo de elogios e pompa, mas eu não tenho nem paciência nem cacife para tentar fazer o que todo mundo já fez melhor do que eu faria (respira!)… deu pra entende? eu sei não. Mas não importa, o importante está a seguir.

 

Visão enublada pela maturidade?

A generalização da industria dos games é fato, hoje os gamers esperam o pior dos jogos. E não é pra menos! Com tanta porcaria saindo a cada dia que passa fica difícil eleger qual a maior decepção do ano/mês/ e até dia. Ahn… desculpe, já não são mais decepções, hoje o desafio é ver se o jogo cumpre sua função mais básica de divertir o Mínimo apesar dos gráficos ruins e inovação inexistente.

é tanta coisa que até confunde… será que metade disso presta…praí, acho que vi um pokémon

Eu nem sou tão velho assim (na verdade não sou nada velho!) e já estou pensando que nem (os esteriótipos dos) nossos avós; mas é inevitável e quem sabe até genético… tenho que dizer: “na minha época era tudo melhor! tudo mais barato, nada excretos de filmes e da cultura pop, diversão sem compromisso, era de ouro da concorrênca, etc, etc etc…”

Mas acontece que as gerações passam e os mesmo gamers ficam, então não tem essa de minha geração… essa também é a minha geração, e como parte dela eu não vou ficar calado só criticando. Mesmo que minhas palavras sejam só mais uns bytes ocupando o HD da WordPress eu vou falar, porque nada muda com as pessoas de braços cruzados. (vote no Lucas para ministro cultura eletrônica/games^^).

Brincadeiras a parte acho que todo mundo deve concordar comigo, afinal quando éramos crianças e o tio da locadora falava que aquele Power Ranger enrustido era uma minhoca do espaço com superpoderes ou que em cada fase aqueles guerreiros bombados se transformavam em uma besta difirente, nós imgáginavamos uma experiência fantástica e extraordinária, pulando, brincando e imitando os personagens (ainda somente na imaginação) no caminho para casa! E o jogo, as vezes mesmo sendo uma porcaria, era a melhor coisa daquele final de semana.

earth-beast.jpg

 

alguém se lembra desses? “Rise from your grave!

Narração à antiga

Que fique claro que eu sei que existiram muitos jogos ruins, mas a pré-visão que nós tinhamos dos jogos era muito diferente da de hoje, claro que o aumento da proporção jogos ruins/bons aumentar assustadoramene traumatizou todos os gamers. E o resulado é esse terrível preconceito a TODOS os jogos; ou vai dizer que você não duvida nem um pouquinho do próximo Zelda ou Final Fantasy, e pegando um exemplo concretíssimo: você não tá com medo do Soulcalibur IV não vingar ou que Legends of Rock seja um fracasso assumido?

Tá vendo? Tá tudo tão perto da gente que chega a assustar. Eu só queria ter a inocência de outrora, daquele molequinho que dizia querer ser quando crescer um ‘criador de jogos’. Então eu perguntei pra ele o que achava de um jogo de tiro no fundo do mar, seus olhos brilharam e um mundo aquático criou vida ao redor, com monstros esquisitos e elameados, caixas com power-ups e vidas, castelos e sereias. Quando disse que era um jogo de terror ele foi ao canto atirar na sereia que era agora um bicho grotesco que saia do castelo mau-assombrado igualmente assustador. Quando disse que era um jogo de exploração ele pegou uma lamparina numa caixa e foi atrás de um coração para aumentar sua energia… mas precisava de uma chave para abrir a porta, não tem problema, é só usar a bomba na parede rachada, mas você está na água e……..

eai, beleza?…

 

Nova perpecepção da adquirida! (e foi uma pechincha, nem 10 XPs :-) )

Fiquei assustado quando me vi não dando a mínima e até criticando um jogo que nem tinha sido lançado (e não tinha lido nada a respeito do mesmo), e foi preciso o jogo ser um jogaço para eu me dar conta de como me tornei preconceituoso com uma coisa nova… mas acredito que essa foi minha redenção, quem sabe eu não volte mais vezes pra aquele mundo estranho onde tudo e nada se confundem e troque mais umas idéias com aquele molequinho…

2 comentários

  1. Repito, você estava desatualizado mesmo porque eu já sabia que Bioshock nasceu clássico desde a E3 de 2006… Ownei :P

    Ps: Mundo dark de Metroid Prime 2 dar dor-de-cabeça, e piora a dor quando se está com sinusite


  2. Hum, fui citado como “todo” mundo. Ainda bem que fiquei com o link “todo”, uahuaha brincadeira.

    Eu acho engaçado lembrar de alguns anos atrás e eu indo na locadora alugar Timão e Pumba de Snes, e ao resetar a fita, entrava Bomberman ^^’ haha Ai eu ficava querendo negociar essa “bomba” com a dona da locadora, em troca de mais alguns joguinhos…

    Earthworm Jim e Altered Beast realmentem dão arrepio só de lembrar. Eu joguei Earthworm no PC do meu amigo quando memoria de 32mb era coisa de boy. Faz um tempinho né…

    Sobre o medo de alguns futuros lançamentos, bem, eu não chego a ter “medo” que SCIV, MTG4, FFXIII e outros não sejam bons, eu tenho medo que novas séries deixem de aparecer. Isso eu tenho realmente medo…

    Bom fim de semana (domingo), xará.
    abraços!



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