
Decepção na “Era perdida dos Videogames”
Maio 24, 2007Hoje ontem passou na Discovery Channel o segundo de cinco episódios do documentário “A era do videogame”.
Eu li uma matéria na Folha Ilustrada sobre o documentário há umas duas semanas que enchia de elogios a prestativa iniciativa de fazer um documentário sobre games e blábláblá.
Assim sendo eu já fui esperando alguma coisa a mais daquele programa.
E realmente me surpreendi com aquele que prometia ser só mais um documentário de videogames. O programa estava bem escrito, bem organizado, bem documentado, só não me peça para dizer que foi bem dublado!! =P
Até que chegamos no meio do segundo episódio, quando se falava sobre o reerguimento da Sega no mercado de consoles com o Mega Drive e seu jogo estreante com o “anti”-protagonista cuja atitude refletia um comportamento “mais adulto” diferenciando da concorrente Nintendo.
Claro! Sonic foi o maior anti-protagonista que já se viu. Corre por um campo florido e colorido, coleta gemas e anéis brilhantes, luta contra um cientista malvado para salvar animaizinhos inocentes da floresta.
Mas tudo bem, se o Sonic representou isso nos adolescentes e jovens adultos da época quem sou eu para discordar, afinal eu era só uma criança.
Continuando com a evolução dos videogames o documentário simplesmente pulou geração dos 16-bit (somente citando o Sonic mesmo) e foi direto para o Playstation.
É aí que a coisa fica feia. Você se perde diante de tanta confusão que eles fazem.
Primeiro o documentário fala que o Playstayion se deu bem no mercado porque tinha uma atitude mais adulta. Peraí, o Mega Drive já não tinha feito isso?
Mas eles não caíram na incoerência (ainda). A explicação: o Mega Drive não era “suficientemente” adulto. O Playstaion sim representava a rebeldia dos jovens (que por acaso eram japoneses punk).
Agora a coisa cai pro fundo do poço: é mostrado um comparativo para representar a imaturidade dos jogos dos jogos da Nintendo colocando de uma lado Super Mario World e Crash Bandicoot como CONCORRENTES. Primeiro: tenho certeza que existem muitos jogos maduros do PlayONE, mas acho queCrash Bandicoot não seja o maior exemplo de maturidade e vilência do console. E segundo jogos de 6 anos de diferença definitivamente NÂO SÃO CONCORENTES!!
Depois o negócio não melhorou muito, mas não tinha como piorar mesmo…
Começou a se falar sobre os roteiros de jogos , fazendo uma comparação entre o roteiro realístico e dinâmico de GTA3 com Final Fantasy VII. Tenho certeza de que o indivíduo que estava comparando esses dois jogos tinha um motivo coerente, mas como em muitos comentários de pessoas famosas picados que vemos na maioria dos documentários o contexto em que foi colocado a opinião dessa pessoa (realmente não lembro quem era) ficou como se o roteiro de GTA3 fosse a evolução dos roteiros dos games. Opinião e gostos do jogadores não interferem e nada aí né!
Cometer um erro na historia do Sonic (que eu nem sei se é erro mesmo) é uma coisa. Agora pular toda uma era importantíssima para os videogames como foi a de 16-bit generalizando-a com games infantis e fazendo comparações totalmente incoerentes e mal colocadas é outra completamente inaceitável.
Tá, eu sei que eu não sou o público alvo desse documentário, mas já está na hora de pessoas que entendem de videogame fazerem esse tipo de coisa e não deixar leigos que deixam o co-diretor da Microsoft fazer propaganda da Xbox Live num documentário!!!!
Acho que estou exagerando como sempre, mas nem tudo são espadas e rojões. Até antes dessa confusão-mor, o documentário tinha sido fantástico, ver grandes nomes (que eu não lembro de nenhum) dos games ‘ao vivo’ e saber de toda história dos games primitivos desde Pong a a Space Invaders e Atari foi incrível (falta de adjetivo descente é foda né).
Enfim, ainda tem chance de melhorar (corrigir, impossível!), só estamos ainda no segundo episodio.
Ah! e para quem acompanha o blog e não curte/entende de games, amanhã ou depois eu posto de novo.
Amanhã ( ou depois) : “Ontem foi o Dia da Nostalgia”.
Hahahha, sensacional! Um colega veio todo empolgado falando que tinha visto propaganda desse documentário e tal, fiquei até com vontade de ver.
Mas pelo jeito é mais um daqueles documentários “padrão Fantástico de qualidade”, com semi-leigo juntando um monte de material pouco confiável pra passar pros mais leigos ainda.
Outra coisa interessante a se notar nesses documentários, ainda mais quando vêm dos EUA: os caras sempre puxam o peixe pro lado deles. Não assisti pra dizer com certeza, mas só pelo que você escreveu dá pra ver: Crash (Naughty Dog, americana) > Mario (Nintendo, japa), GTA 3 (Rockstar) > Final Fantasy VII (Square), e ainda por cima nego da Microsoft fazendo propaganda da Live em plena era 16/32 bits!
Depois me chamam de chato, mas diz aí se não é foda…
aiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii meus Deus!!!!!!!!!
q textooooooo… gosh!!
ja pensou ser crítico de cinema? jornal? comida? vinho? video game!?!?!?
meuuuuu… q analise profunda desse negocio… foda!
ainda mais pra mim… q sou uma puta leiga…
PS:minha impressao ou soh eu visito o seu blog?!
rs
b
j
u
s
Vlw por aparecer Lipedal!!
Cara, no primeiro episódio do docuemtário tava foda. Sério, vale a pena assistir, se achar no Youtube não pense duas vezes. Ia até postar elogiando-o e já tava até esperançoso de que esse seria o primeiro documentário com devido respeito que os gamers merecem.
Mas depois do segundo episódio eu não aguentei… tava na ira e cheio de tanta bobagem televisiva…
Enfim, o nível está realmente está melhor do que aquilo que agente vê por aí, mas o abismo entre uma produção fiel à vida real e isso é muito grande.
É o que eu falei antes: “já está na hora de pessoas que entendem de videogame fazerem esse tipo de coisa”, nada expressa melhor do que isso…
Valeu de novo Lipedal… e curti seu blog… depois eu passo lá e deixo um comentário decente!